quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Yoshi's Story



Jogo tabu da Nintendo que, mesmo recebendo a volta do conceito no tal Yoshi's New Island (que por sinal bombou) ou aparecendo como tela/cenário em juguetes como Smash Bros ou até mesmo o rejeto chamado Sonic Lost World, não é recebido com bons olhos, até mesmo esquecido na obscuridão do limbo nintendista, apesar de não estar no mesmo nível que o "filme blasfêmia" do Super Mario Bros (Shigerão até hoje tem pesadelos com isso).


O jogo era para ser um sucessor do Yoshi's Island, tanto é que é da primeira fornada de jogos do N64 e foi lançado 2-3 anos depois do anterior. Utilizando de um conceito ainda mais lúdico, visando agradar os fedelhos com menos de 7 anos e a base em formação de nintendistas saudosistas, o jogo se foca em um daqueles livros ilustrados com figuras de papelão, retalhos de costura, etc. (tudo aquilo que, posteriormente, Kirby's Epic Yarn acabaria bebendo da fonte).


O bebê Bowser/Koopa/tantofaz rouba uma árvore de frutas "super felizes" e mete uma mandinga que transformou tudo em um livro infantil, os yoshis multicoloridos então partem na jornada de resgate confiando no poder da felicidade, coisa de hippie subversivo flower power. O jogo é exatamente como o Yoshi's Island, só que sem o bebê Mario para encher o saco quando é atingido e sem as transformações de veículos, ficando mesmo com os ovos para lançar e a língua para engolir as frutas e os inimigos, além das outras habilidades inerentes. O problema com esse jogo é que ele é curto demais (só seis fases divididas em seis mundos para terminar o modo história); Sendo para terminar opcionalmente na forma do tal trial, no total vinte fases no jogo inteiro. O objetivo de tudo é coletar trinta frutas para completar as fases, com a ordem das frutas ou aquela selecionada influenciando no acúmulo de pontos. Sem o bebê Mario nesse jogo, Yoshi agora tem uma barra de vida representada por uma flor no canto.



A música é outro ponto de reclamações, todas elas extremamente minimalistas e não seguindo a proposta de "sandice feliz" que o jogo tenta promover, apesar de ter uma ou outra música que são deveras interessante (como o ritmo árabe da caverna). Além disso, apesar de ser o menor dos problemas, muitos críticos e jogadores na época reclamaram dos gráficos e até mesmo da arte conceito de Yoshi's Story, o que estranhamente seria aclamado em Paper Mario 2-3 anos depois (que se usaria da mesma ideia parcialmente) e, muito depois, no mencionado Kirby's Epic Yarn que praticamente trás toda a ideia de volta. Até mesmo voltando através do Virtual Console, o jogo tomou pau com a reafirmação das afirmações citados de tempos passado, vai entender...

Mas enfim, o jogo é bem medíocre e não tem muito com o que chamar atenção, preferível manter distância.

Um comentário:

  1. Eu gostei da versão do N64 apesar de ter jogado mais a versão do Super Nintendo. Sempre gostei do Yoshi e quando tinha jogos com ele pode ter certeza que eu jogava !

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