quinta-feira, 7 de maio de 2015

Shogun Warriors e Blood Warrior


Shogun Warriors


Jogo de pancadaria de 1992 na temática mitológica japonesa (o primeiro do tipo) criado pela Kaneko e Atop com a benção da Sammy (atual chefona da Sega). Samurai Shodown em sua totalidade e Mortal Kombat (lançado alguns meses depois do Shogun Warriors) parecem ter sido baseados nessa peça curiosa, apesar de que MK só tem ligação pelo fator de ter sangue quando vai batendo no adversário.


O jogo se resume a uma bonança de "quebra quebra" entre os personagens mitológicos (ou não) dos contos nipônicos, mas não exatamente na era medieval, já que tem um dos cenários mostrando cidades atuais no fundo. Se tem um samurai, uma gueixa, um kappa (aquele sapo-tartaruga-ave mutante com um prato na cabeça), um ninja, etc. O objetivo é apenas descer porrada em todos os personagens jogáveis e chefes, tendo o Goemon como desafio final.


Alguns personagens usam armas, mas diferente do Samurai Shodown que você podia perder a arma e lutar na mão, eles não perdem nada. A mecânica não é diferente dos demais jogo de luta da época como Street Fighter 2 e afins, talvez a única coisa distinta é que você pode agarrar seu inimigo e infligir dano dele enquanto mantê-lo em seu poder mexendo o direcional, enquanto ele pode tentar fugir apertando os botões.


Os cenários são muito bem feitos, além de animados. A música é bem na pegada oriental, seguindo a temática do jogo fielmente. Os controles são responsivos e fáceis de manipular.


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Blood Warrior


Sequência de 1993 levando em conta o sucesso de Mortal Kombat e tentando emulá-lo a fim de se tornar famoso pela questão sanguinolenta e um 2D mais "realista" com atores digitalizados. Foi feito pelas mesmas empresas, porém sem a Sammy para divulgar dessa vez.


Por incrível que pareça, é um dos poucos jogos (como a série Eternal Warriors, por exemplo) que tentou beber da água de MK, só que acabou bem melhor na temática e na jogabilidade, apesar de ser um jogo bem trash e exagerado. O esquema é o mesmo, um torneio entre figuras mitológicas japas. Em vez dos cenários mais animados, partiram para algo mais negro e místico, mas não se enganem, esse jogo é praticamente uma paródia devido aos demais elementos.


O gore nesse jogo é exagerado demais, só uma porrada já faz o cara perder mais litros de sangue do que iria no seu típico MK ou até mesmo no Killer Instinct, o próprio sistema de finalização é bem simplório, permitindo que qualquer combinação básica de golpes resulte em uma decepamento, explosão ou esmagamento sangrento, com menção ao chafariz incessante de sangue ao explodir/cortar alguém ao meio. Apesar disso, as finalizações não são diversas e se repetem entre os personagens.


As falas/gritos dos personagens são muito claras de se ouvir e até exageradas demais, as músicas são um tipo de metal animadão misturado com música oriental, deixando a situação mais bonachona do que um torneio carniceiro sério como MK tenta fazer (apesar da trilha ser repetitiva). Os controles são extremamente responsivos, outra menção em comparação com MK que sempre teve controles empedrados em seus primeiros jogos. Os cenários são muito bem feitos e expressivos, não se perde em nada em comparação com o antecessor mais "comportado", mesmo sendo em formato digitalizado.


Ambos os jogos são show de bola, praticamente pérolas que foram soterradas por um mar de bosta e acabaram esquecidas ali. A Cucamonga recomenda essa dupla com seu honorável Selo de Qualidade.

3 comentários:

  1. É difícil achar algum jogo digitalizado (sem ser o MK) que tenha algum prestigio.

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  2. Era a moda da época, até pra outros jogos, isso datou também, no caso desse jogo é ainda válido jogá-lo.

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  3. Joguei aqui pela primeira vez. Até que é bem legalzinho.

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