terça-feira, 26 de maio de 2015

Panic Restaurant



Joguinho plataforma publicado pela Taito e feito pela EIM, a empresa precursora da Warp. fundada pelo tiozão doidão Kenji Eno, que não tem nada a ver com o sal de frutas (uma piadinha infeliz para descontrair o ambiente bostalhão, caros cucamongos).



Antes do titio Eno começar a investir nos jogos surreais que faz dele conhecido (além de certa reciclagem que faz deles próprios), ele trabalhava com joguinhos mais simples para o Nintendinho através da EIM, mas Panic Restaurant seria praticamente o único jogo dessa fase em que ele e sua turminha participaram de toda a criação. A historinha é de um cozinheiro que perde seu restaurante para um rival noiado com cara de vilão estereotipado e pele roxa (esse doido talvez use algum entorpecente destrutivo pique Krokodil). Caçado por verduras, legumes, carnes e guloseimas assassinas, ele avança adentro de seu restaurante surreal atrás do chefe doidão.


São seis fases nomeadas em courses que formam um almoço/jantar, mostrando em que parte do restaurante o chefe Mario está. É um jogo de plataforma bem simples onde vai batendo nos alimentos rebeldes com a frigideira, encontrando pelo caminho upgrades de arma como a colher, os pratos para jogar nos inimigos, o garfo que é utilizado como pula-pula e a panela que oferece invencibilidade temporária enquanto o cozinheiro roda por fileiras de inimigos. Também há itens de cura como balas recuperando os corações ou pirulitos que aumentam a vida do cozinheiro. Durante as telas podem se encontrar bônus secretos como usar a frigideira para pegar pássaros caindo ou uma pesca com um braço esticável, além do bônus caça-níquel no final de cada fase.


Como é um jogo de 1992, utilizam melhor a força gráfica do console, com gráficos bem feitos permitindo um detalhamento legal das telas do restaurante e o colorido que possui. A música não é memorável, porém é animada, um pouco que lúdica, e se diferencia de acordo com as fases. A dificuldade não é grande coisa, apesar de ficar gradativamente complicado durante o avanço. Com um pouco de empenho, se fecha no mesmo dia. Ah, vale fazer menção da diferença entre a versão nipônica e americana: além do nome bizarro ser Wanpakku Kokkun no Gourmet World na versão oriental, o cozinheiro heroico é um moleque que dá cabeçadas em vez do chef bigodudo de frigideira na mão.


É bem simplório, porém é uma criação divertida e bem feita do Eno em sua fase mais "normal" dos jogos. Um bom plataforma esquecido do NES que vale a pena ver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário