sábado, 20 de junho de 2015

Armored Warriors



Finalmente um beat n' up fugindo da repetição daquilo estabelecido por Captain Commando e Cadillacs que já eram uma atualização de Final Fight. A quebradeira teve um esmero extra pela Capcom, ela tenta deixar este fliperama classudo nas mãos de programadores marcantes em seu legado noventista. Temos o compositor musical Takayuki Iwai chegado numas dance hiperativas entre sons de guitarra sintetizada lembrando um gato selvagem agonizando num veterinário. Já os conceitos visuais ficaram na supervisão de Kinu Nishimura (King of Dragon, Street III, Slam Masters, Cannon Spike). Mesmo com uma equipe notável, o jogo parece ter naufragado, somente reavaliado por quem jogou Cyberbots, esse consequentemente porque jogaram a tranqueira hiperbólica de Marvel vs. Capcom, responsável por apresentar um personagem da tal "franquia" (se é que pode chamá-la assim).

Sabemos sobre a Capcom ter a criatividade par a um peixe de aquário em que concentra o carisma de seus personagens pelos estereótipos mergulhados numa pastiche fashion, um fator atraente pra esta galera atual odiadora duma aventura assumida, apreciando na sua devida distância de conforto para não se comprometer em ser taxado de estúpido, pelo menos é assim quando vão assistir um filme tarantinesco enquanto negam um exploitation antigo. A historinha é sobre a Terra fazer armistício com o povo Raia, agora sob controle do comandante Azrael convertido em ciborgue, desejoso na conquista do povo vizinho. Eis a entrada triunfal de 4 fardados, pilotos de suas respectivas latas de lixo avaliadas para iniciar a partida. Elas diferenciam-se nas abordagens. Uma é equilibrada, outra boa de porrada, outra ataca bem a longo alcance, por fim uma extramente ligeira de menor resistência. 

Os comandos básicos ainda continuam comuns (pula, ataca, atira munição limitada), contudo, a Capcom inova em deixar os mechas alteráveis na sua estrutura conforme desmantela máquinas inimigas e furta componentes delas para incorporar na sua máquina infernal com um leque incrível de combinações responsáveis por futuras revisitações. O desafio é osso, andança frenética de gradativo aumento nas forças inimigas para torná-lo em pouco tempo numa peça de ferro-velho. Depois de limpar a zona, o robô combate o robô chefe, por vezes um bônus de tiro pra te dar um alívio mínimo. 

Fliperama muitíssimo competente, redescoberto em ótima hora pra quem procura mais beat n' ups bons pra jogar enquanto bêbado; naquela lista dos flipers piratões de padaria contendo centenas de nomes à escolha... Foi um dos poucos fugindo do copia e cola usado à exaustão pela desenvolvedora, ouso dizer ser melhor que o proprio Cyberbots.



2 comentários:

  1. Cheguei a analisar esse no PPI também. O jogo é incrivelmente bom, você pode pegar partes de outros robôs que ficam no chão ao destruí-los e além disso, se estiver jogando em multiplayer, em determinadas partes do jogo, os jogadores formam uma espécie de Megazord que fica unido por um tempinho.

    Tipo, um dos beat 'em ups mais legais que já joguei, realmente vale muito a pena.

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    1. Sério que tinha review dele? Vou procurar com atenção. Ele é mais diferentão que os outros e muito competente. Gostei bastante deste jogo.

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