sábado, 13 de junho de 2015

Doshin the Giant



Incrível como a Nintendo redescobre a roda e publica a parada de um jeito totalmente hermético, um autismo sem precedentes que casa com a personalidade do astro do jogo referido no artigo. O N64DD era caçamba de lixo acoplável no também esquisitaço Nintendo 64 dando-lhe uma "sustança" em seu fim de vida. Como de praxe saíram meia dúzia de joguinhos picaretas salvando por assim dizer este e o Sim City, o que evitou processo de estelionato por venderem gato por lebre. 


O que se faz nesta palhaçada afinal? Controla uma deidade gigante mongona que perambula um arquipélago no Pacífico e deve interagir com uma civilização referente a patota do povo jomon pré nipônico, só pra não darem o braço a torcer que o Japão derivou em parte dos coreanos. 

Todo dia, o tal Doshin emerge do mar para alterar o acidente geográfico da ilha, controlar os fenômenos naturais, mover árvores, tudo isso para agradar os locais, ganhar corações, aumentar seu tamanho temporariamente e ser presenteado com monumentos feitos pelos aldeões. 

Quando se frustra com o ódio dos nativos, você se transforma no alter ego Jashin, basicamente um capiroto responsável por destruir tudo até que eles fazem um prece para controlá-lo. E fica nessa, andando igual a um pato manco, controlando a ilha como se fosse aquele jardim pequeno com cascalho e pedras coloridas. A localidade toda é dividida em 4 disquetes parrudões. 


Pouco depois, lançam um extra (Doshin Kaihō Sensen Chibikko Chikko Daishūgou) em que uma espécie de silhueta preta avista o Doshin preso num mundo onírico, daí o desenlace é interagir nesse mundeco trocando sem parar os floppys e assistir uns filminhos narrando a vida do Doshin para ter energia baseada em coração e repassá-la ao monstrengóide... Acho eu... Me desculpa se eu acabei dormindo! Essa expansão é só pra patrulhar o seu progresso no Doshin, ver se você passou a perna neles tentando jogar livremente a vastíssima jogateca do 64DD.


Saiu pra Game Cube, reajustado em gráfico com detalhes mínimos para afirmar algum comprometimento extra. Toda essa maçaroca foi feita pelo Kazutoshi Iida que o define como uma cruza de Mario e Populous. OST de  Tatsuhiko Asano, num tribalismo super aflorado, por muitas vezes irritante. 

Não é um god game bom. Entre os de proposta igual, deve demais em inovação, é mais mesmo pros fanáticos pela Nintendo que não bicam outras plataformas, talvez nem este eles gostem. Chega de bramir, vou caçar crocodilos, saio ganhando mais!

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