domingo, 16 de agosto de 2015

Vampire Killer



Poucos meses lançado o primeiro Castlevania para Famicom Disk System, a Konami refaz o design do jogo para o MSX2. A aparência e parte do esquema podem até ser quase comuns, no entanto Vampire Killer dá uma guinada na partida mudando da água para o vinho sua experiência, para muitos escruciante, eu já acho um desafio extra pros curtidores da série. 

Nada mais é linear: não há vidas e continues sobrando, é viver ou morrer. Os gráficos estão muito mais caprichados, ganharam detalhes e maior gama de cores. As fases antes subdivididas por meras portas precisam agora ser destrancadas com as chaves muito bem escondidas no cenário, ora estão dentro da parede, ora numa região íngreme, as vezes será necessário cair nos fossos conectados sabe lá como com a plataforma apresentando a chave, não é uma intuição das mais lógicas. 


 Os upgrades aumentaram, as vezes guardado por um mendigo modificando-o ao mudar de cor dando as chibatadas no mulambo que chega ao cúmulo de também se esconder nas paredes. Os itens vão da ampulheta (similar ao relógio), machado (um bumerangue descartável se não for pego no ar), escudo, bíblia e as próprias ampliações do vampire killer, arma caçadora de vampiros da família Belmont homônima ao jogo. No Castlevania original, pegar seus up grades era atitude direta, bastando acertar os candelabros, aqui eles rareiam e seu poder de dano será reduzido espetacularmente, a raiva só cresce por conta disso. 

   
As fases e chefes continuam na sua equivalência e causam maior desafio conforme foi explicado, somente o Drácula no final aparenta visual esquelético e no lugar de virar um morcego-exú, sua forma final é o retrato do Bela Lugosi com corpse paint. A única melecada encontrada no jogo seria o slowdown excessivo, meros morcegos tornam o boneco lento, fora isso é um dos medalhões deste computador ainda utilizado por membros ocultistas programadores de Basic

   
Vampire Killer é o desafio extra pra quem encarou os de NES, é o tesouro perdido dos primórdios fugindo da cina "metroidivesca". Tem o time de ouro da Konami que se dedicou a fazer um bom trabalho no MSX que infelizmente cortaram muitas coisas dele nas coletâneas posteriores, talvez por preguiça de reprogramarem bugs, ou pelo desafio declarado alto pelos derrotistas. 

3 comentários:

  1. Esse jogo é a parte do Castlevania ou é como o Haunted Castle de arcade que faz parte da série mas ganhou outro nome (sem ser castevania) ao sair do Japão?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É como se fosse o original nas suas devidas modificações.

      Excluir
    2. Então é bem ao estilo Haunted Castle mesmo. uahsuashuas

      Excluir