terça-feira, 11 de agosto de 2015

[Piloto] The Amazing Screw-On Head, 2006



HQ única do Miguelito Caraminhola, vulgarmente conhecido como Mike Mignola, que recebeu uma adaptação piloto no Sci-Fi, mas os macacos velhos da emissora não acharam que valesse a pena passar. Essa análise falará da versão animada.


Versão mais humorística e “steam punk/weird western” de Hellboy, conta as aventuras de um robô chamado Screw-On Head que trabalha a serviço do presidente Lincoln para resolver situações sobrenaturais que ameaçam a soberania dos Estados Unidos. Como o próprio nome já diz (para quem entende gringolês), Screw-On Head é só a cabeça de um robô que se encaixa em corpos mecânicos, recebendo ajuda de seu mordomo, Mr. Groin (outra piadinha gringolesca), e o cachorro Mr. Dog (gênio da originalidade nos nomes).


No grupo dos vilões, temos Emperor Zombie, o antagonista meio cientista, meio bruxo, gosta de fumar umas pessoas e que adoraria dominar o mundo com qualquer meio capirotado que possa lhe permitir isso. Em seu lado, é acompanhado por um par de velhas homicidas, sendo que uma é canibal e a outra um lobismulher (é isso mesmo?), além de um macaco fedorento que sabe operar armas de fogo e a vampira Patience, antiga namorada de Screw-On (fora essa, esses capangas só se aplicam a animação).



Organizando uma invasão ao castelo que guarda relíquias e papeis antigos, Zombie sequestra um linguista que sabe aonde e como se pode erguer a tumba de um conquistador do paleolítico que quase dominou o mundo todo com os poderes de um artefato poderoso. Head persegue o morto-vivo pirado até o templo, aonde esse liberta o semideus de sua relíquia prisão (um nabo milenar). Após o arranca-rabo, Head consegue meter a criatura de volta no nabo e ainda prende Emperor Zombie em seu super corpo robótico, afundando ele no lago. Após relatar a Lincoln que há várias outras civilizações antigas e possíveis ameaças, o presidente assina a Lei de Propriedade Rural (motivo pela expansão para o oeste) como maneira de encobrir as atividades exploratórias paranormais aos olhos dos confederados.



Pelo o que ouvi dizer, Mike não gostou muito da adaptação televisiva, pois a tornava muito mais “Zé Graça” do que já era, além de modificar algumas coisas do enredo (como os capangas de Zombie). Mas no geral foi bem recebida pelos fãs e recebeu o aval de seu criador para que tentasse a sorte no Sci-Fi, porém não vingou aos olhos dos executivos dinossáuricos de lá (como dito acima). A versão desenho reproduziu perfeitamente o traço e as cores da HQ original, sendo até mais precisa artisticamente do que os desenhos de Hellboy. Dito isso, tai mais uma doideira digna do Selo Cucamonga de Qualidade.


Um comentário:

  1. Desse lembro que li os quadrinhos e vi a animação (devo ter baixado a partir do blog rapadura açucarada, acho).

    Mignola é sempre uma boa pedida.

    Hellboy também tem uma ótima animação.

    Abç

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