sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Cyberbots: Fullmetal Madness



Salve, povo cucamongo! Hoje trago a sequência de luta do beat n' up robótico Armored Warriors já avaliado por aqui. A qualidade é muito boa, tal e coisa e coisa tal, mas tenho minhas reservas com ele, por ser bem mais sem graça...

Reaproveitaram os modelos todos do Armored e os categorizaram numas subdivisões muito parecidas àquelas equipes dos KoFs. Pior que o piloto escolhido não restringe os modelos, qualquer um deles pode usar todas as máquinas, só a trama em questão muda. Não vi também jeito de combinar as peças - é o veículo no seu estilo original e pronto! Não tem como garimpar peças novas e ir combinando,  no máximo os braços saem conforme a trauletada levada - um resultado final lambisgoia. 

A categoria dos chefes precisa macetar uns truques (ou cumprir ações nas versões domésticas), até puseram o Cyber Akuma de brinde pro consumidor domiciliar se embasbacar, mas seria melhor jogar o original de porrada franca mesmo... pela personalização das máquinas e detonar tudo com a galera.

Usa uns quatro botões, dois de ataque, um para dash/voo e o último dedicado a disparar bombas ou quem sabe lasers, ainda carrega energia pra mandar os fatais. Os robôs não seguem tanto os arquétipos tradicionais dos jogos de luta, a mobilidade e armas podem ser bem desconexas se for tentar padronizá-los sem falar nas animações mais viajadonas que Darkstalkers. Inclusive suspeito terem pego a ideia dos robôs por conta daquele subchefe robótico jomon, Huitzil completo com raios, serras e transformações. 

Você tem o timinho Blodia com os robôs heróis do Armored Warriors bastante equilibrados, com destaque pro vermelho bom nos aéreos e o verdão atacando no chão e a curta distância plantando armadilhas elétricas. Depois deles você tem alguns robôs concentrados numa determinada propriedade como agarrão ou bombardeio consequentemente expostos a determinados estilos de agressão, outros já são umas miscelâneas de recursos e cobrará do jogador entender sua conjuntura esquisita para dominá-los e tirar o melhor rank nas lutas.

A franquia rendeu o primeiro escalão da Capcom e ele parece ter se aproveitado do recurso atmosfera pra poder vender outro jogo sem que ficasse muito cretino para continuação. Aproveitam o batido enredo da Terra estar superpopulosa apostando as fichas nas expedições espaciais e dentro desse cenário beligerante vemos prisioneiros fugitivos, criminosos, milicos linha-dura ou marrentões travando contras pra ver quem tem o carango mais envenenado do planeteco. Jin por exemplo é o piloto kamikaze surtado enfrentando outros caras menos inspirados ou muito caricatos como manda a cartilha da empresa.

Querendo um jogo de luta bem equilibrado, bastante detalhes gráficos a ponto dos cenários estarem em constante progressão (permitindo algumas coisas destrutíveis), maior liberdade para escolhas numa trilha sonora animadona, joguem Cyberbots, fugiu bem dos demais jogos de luta e trouxe uma identidade original pro título que a última coisa que poderia ser chamado é de clichê.


3 comentários:

  1. Se tem um estilo que é muito contaminado pelos clássicos são os jogos de luta.Muito bom conhecer um título que traz coisas diferentes nesta categoria.

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  2. Esse jogo é muito bom, da pra fazer altos combos e é sempre legal brigar com robos gigantes xD

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  3. Tanto esse quando o Armored Warriors são fodas demais. O legal desse é que ele ainda deixou um personagem para o Marvel vs Capcom. rs

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