quinta-feira, 12 de novembro de 2015

The Super Spy





Quem diria, um shooter em primeira pessoa pro Neo Geo, indo na pegada do filme Duro de Matar onde um prédio é tomado por terroristas birutas com teu personagem pobre em armamento invadindo, estando presentes chefes psicóticos e reféns pra resgatar. Deve ser uma mega experiência, já que naquela época os FPS trabalhavam ainda com sprites e a SNK se envolveu com o projeto, então devemos esperar capricho gráfico e grande potencial por ser um fliper, certo? Certo? Que nada, malandro, armação das boas!

Fez um jogo que era melhor nem ter concebido. De fato, há bons sprites, bom cenário, mas porra, a tela é toda travadona, principalmente nas passagens por certos corredores em que entopem de vagabundo que te matam numa rapidez muito grande.


Pra piorar não é linear que nem os rail shooters, é todo labiríntico, andares, armamento minguado, mapinha escroto, npc te dando dica. E os chefes? Esses então ficaram muito infantis! No lugar de porem uns doidões jihadistas munidos de AK-77 e granadas, temos uns doidões tretando à unha ou com spray e chave de fenda... Ah, puta merda, vão dar o rabo! Só reforça a teoria do porquê a SNK terminou mendiga. Não se adequou ao resto de gêneros que se propôs a fazer, mesmo os de luta gradualmente ficaram só no The King of Fighters. Tem outro em primeira pessoa mais viajado chamado Crossed Swords, todo medieval com uma espada no lugar de arma de fogo, é até menos pior, menos confuso no mínimo. Sem mais!


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