sábado, 19 de dezembro de 2015

Hammerin' Hero



Fuçando a jogateca do PSP mais especificamente buscando remasterizações de clássicos achei um novo episódio da esquecida franquia Hammerin' Harry da Irem, a mesma produtora dos shooters R-Type. Essa franquia chupava bem os Ganbare Goemon, seja o traço infantilizado, seja o seu universo centrado no Japão incluso o seu ataque de curto alcance valendo-se de marreta enquanto Goemon usava um cachimbo. 

Eu não abordei o primeiro saído dos fliperamas por ter uma quantidade boa de aventura em plataforma para essas máquinas analisadas por aqui, contudo, depois de ver esse Hero sou obrigado a falar um pouco sobre a série. O tal Gen-san (chamado no ocidente de Harry) é uma espécie de trabalhador nacionalista, vândalo de obras ou prédios que representem a gentrificação dos antigos bairros, quase um ufanista da era Showa, o período de intensa luta pelo progresso do país até ele chegar a fase tecnocrata noventista. 


O jogo foi realocado pros Estados Unidos ganhando dublagem, as cut scenes vão explicando o prosseguimento nonsense da partida e apresentando personagens paspalhões por tornar a jogatina típica de um desenho animado. Gen-san deve passar por diferentes roteiros de uma cidade japonesa, antes porém, necessita escolher uma quentinha a ser feita por uma garota de amizade colorida chamada Kanna, usando para isso os ingredientes coletados durante os estágios. As quentinhas garantem a transformação de Gen numa "profissão" (jogador de basebol, DJ, mergulhador etc..) muito parecidas com as habilidades do Super Mario

Os trajes garantem um ataque comum e outro mais possante no triangulo, apertando este e pra baixo um poder especial é desferido, permitido o uso três vezes. As fases garantem em paralelo um capacete que lhe permite tomar dano uma única vez, melhora no poder de ataque fazendo sua arma aumentar e relógio garantindo segundos extras no tempo limite. Pelos locais é possível acertar balões emocionais dos transeuntes, com isso eles passam a ajudá-lo na avaria de danos contra os inimigos da área.


São 12 localizações, todas bem curtas concentrando bastante desafio, logo no começo é possível escolher o seu nível de dificuldade, o mesmo ocorrido no Mega Man Powered Up. Aqui não tem choro nem vela, tomou ataque, é morte direta. 3 vidas pra passar da fase e vai repetir desgraçadamente os lugares, não sei quem é mais roubado, o lugar ou o chefe de cada level. A historinha é bem chula, acontece vários acintes pela cidade, seja pelo típico cientista pinéu ou um empresário maléfico ambos querendo dar fim nos reclamantes, daí Gen parte pra intransigência proletária ganhando admiradores e com o tempo, umas típicas reviravoltas causam minúsculas surpresas na trajetória. 

Jogando após comprar farinha na padaria, é possível bater a partida em menos de 2 horas, praticamente destrancando suits novas, troféus, cartas de admiradores e fichas dos inimigos. É quase jogo de aluguel, não tem mais nada a ser feito, a menos que deseje vencer tudo no modo árduo, mas isso não chega a causar fator replay. Por último friso apenas a homenagem na parte final à série R-Type, é possível jogar com a nave clássica do jogo. Avaliando tudo, eu não recomendo Hammerin' Hero para todos. Ele é curto, intensamente difícil, controle um pouco lento e sem duração, acho que só justificaria a sua duração num sistema 16 bits para trás. Eu mesmo aconselho jogar o do fliper e o de Super. No caso de bisbilhotar o existente neste portátil da Sony, eu recomendo ele.

6 comentários:

  1. me lembro ter visto um jogo desse personagem no SNES ou no GBA. enfim, boa a analise

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    1. Saiu pra diversas plataformas Nintendo, é interessante revisitá-los.

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  2. Tem vários jogos dele, e são bem legais. Tem pra Arcada,SNEs e GB preto e branco msm. É uma franquia bem divertida digaasse de passaje

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  3. Esse jogo é muito divertido, embora seja tão louco quanto divertido kkkkkkkk,o cara é um trabalhador nacionalista e a imagem logo abaixo tem ele e o "npc" usando um martelo e uma picareta(foice?) respectivamente. ^_^
    Cheio de simbologia escondida este jogo. :)

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    1. O martelo no caso é sem ligação marxista, é mais aquele ufanismo do progresso do Japão e depois a sua reconstrução no pós guerra. Foi um valor aos poucos idealizado pelos japoneses, principalmente com o corporativismo crescente no final do século 20.

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  4. Pô, eu gostei! Vou bisbilhotar no PSP mesmo! rs
    Curioso que deixei muita coisa bacana no PSP passar, fiquei muito focado em Final Fantasy Tactics e emuladores, salvo outros jogos mais medalhões como Crisis Core, Mega Man Powered Up e por aí vai.
    Sempre bom pegar um jogo casca grossa assim... rs

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