domingo, 6 de dezembro de 2015

Sugar Hill, 1974, Paul Maslansky



O que temos aqui é horror na pegada blaxploitation. Dessa vez um filme tematizado pelo vodu, sim caros cucamongos, um filme de temática não tão badalada, pelo fato da corja só fazer filminho de zumbi, vampiros, mitologia nórdica e se resignam na busca por mitos tão assombrosos ou mais de outras culturas, até aqui no Brasil ao invés de criarem tramas na macumba ou pajelanças tupis, preferem importar a mesma ideia do já saturado cinema hollywoodiano.


O plot é muito simples, Diana apelidada de Sugar Hill (explicação devidamente dada num dos diálogos) vai ao encontro de seu grande amor Langston, infelizmente envolvido num esquema com um mafioso chamado Morgan, liderando gente da pá virada que lincham Langston a ponto de o matarem. Sugar totalmente possessa com os malfeitores recorre ao vodu como solução para eliminar homeopaticamente os criminosos. Para isso recorre a uma velha bruxa chamada Mama Maitresse (para todos os efeitos imortal), ela conjura um alternativo zé pelintra do vodu chamado Baron Samedi, o encosto concede seu exército de escravos zumbis em troca da alma oferecida pela própria Sugar

A partir disso vemos um a um dos criminosos emboscados, apresentados à Diana que num ar raivoso e esnobe os sentencia sofrerem execuções bizarras, ser atacado por porcos, terminar dentro de um caixote cheio de serpentes, sofrer danos a partir do boneco conjurado e vai seguindo o espetáculo. Além da neura de Morgan em saber quem seria o perpetrador das execuções temos um conhecido de Sugar, o policial Valentine, cada vez mais crente dos assassinatos serem obra de magia negra. O destaque fica para Baron Samedi sempre disfarçado de operário, jardineiro até se revelar um encosto doidaço sempre de feição maníaca quando assiste as mortes. 


A duração pode ser um pouco arrastada e as vezes os zumbis controlados podem parecer meio paradões, mas vale assistir pela ideia de finalmente terem mexido com esse tipo de mitologia e também a protagonista ser imitada nas produções de Quentin Tarantino, no caso a típica mulher ressentida. Assistam ou eu usarei magia negra pra ferrar vocês que não prestigiam um filme desses!


Nenhum comentário:

Postar um comentário