segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Glover



Jogo de uma luva mandinguenta de uma tal Blitz Games, sua biblioteca consiste dos mais insípidos jogos licenciados de séries de desenho ou de bonecas, divulgado pela Hasbro Interactive. Exatamente, a mesma empresa muricaner satânica dona dos GêÍ João e os Pôneis Malditos, essa dominando os cérebros dos vários gringoleses do norte desde os neoconservadores, passando pelos "racionais" e chegando nos liberais, mais uma tribo sujeita a veneração de bichos mágicos e suas versões antropomorfizadas desenhadas nos Deviantarts da vida, Chans, entre outros anais cibernéticos (anais de "cu" mesmo).


Sabendo que esse foi o primeiro jogo da Blitz Games, lançado em 1998, e vendo sua biblioteca de jogos subsequentes, se leva a pensar nos tipos de drogas e choques sadomasoquistas levados no saco que os desenvolvedores experimentaram para seus cérebros terem empaçocado e logo abandonado ideias como o Glover. Mas enfim... Temos um suposto reino mágico onde um feiticeiro barbudão tá preparando algum tipo de chá de fita cassete (aqueles de Betamax) quando alguma mistura dá errado e explode na sua cara. Suas mãos/luvas são praticamente decepadas e ganham vida, uma sendo a tal protagonista e a outra sua "irmã" malvada. Com os sete cristais que mantem o equilíbrio do mundo caindo do castelo, a tal Glover usa uma mandinga para transformá-las em bolas e evitar o cataclisma, mas tendo que encontrá-las nos mundos ao redor do castelo enquanto é antagonizada pela irmã/irmão noiado.


E então começa o jogo, é um tipo de platafórmico puzzle 3D que chega a lembrar Mario ou Banjo-Kazooie, com seis mundos em que a mãozinha precisa levar as bolas de cada um deles ao final das três fases que compõem, enfrentando o chefe na quarta fase, esse normalmente vencendo através da típica estratégia escriptada dos plataformas tri-dimensionais na época. A luva se vale de todos os botões do controle, bem como a combinação deles. O botão A permite pular enquanto sem a bola, já com ela dá um tapão para jogá-la de acordo com a direção no analógico ou, segurando o botão, jogando em curva pelo ar. O B é para indicar a direção que a bola está ou para quicá-la no mesmo lugar e se movimentar com ela aproveitando o impacto. O Z serve para se arrastar no chão ou apertando A com Z dá um golpe no chão para derrubar inimigos. Os botões C só servem para olhar aos arredores e por cima do ombro. Já os gatilhos são diferentes, o L permite subir na bola e rolá-la pelo chão ou água com os controles invertidos, também servindo com o A para usá-la de trampolim. Já o R transforma a bola em diferentes objetos: a bola de borracha padrão para rolá-la pela tela com melhor controle, tem pouca resistência; a bola de boliche pesadona para atacar inimigos, pouco maleável; a bolinha de ferro que serve como peso na água e o cristal mágico, esse só servindo para duplicar pontos das cartas, não podendo jogá-lo ou quicá-lo com a penalidade de quebrá-lo e perder uma vida.




Sobre as cartas em si, elas lembram as notas do Banjo-Kazooie, nesse caso coletando todas elas, se destrava as fases bônus dos seis mundos, cada uma bem diferente e seguindo as temáticas (tem até uma que é um Froggy 3D). Também se acumula pontuação com elas, podendo duplicá-las se rolar o cristal por elas, como mencionado.


Enquanto a maleabilidade do controle não é ruim, sendo razoavelmente fluído de se familiarizar, o jogo pode acabar difícil nas telas de plataforma devido a necessidade de se acostumar aos comandos "avançados" que se pode utilizar para avançá-las (principalmente o controle inverso quando rola em cima da bola) aliado aos puzzles presentes. Os gráficos são razoáveis, nada como o Mario ou similares Ñintendistas, até mesmo comparado com o que saia no Purê Istêitis, mas quebra bem o galho. As músicas seguem bem as temáticas, mas boa parte delas são bem ambientais e pouco memoráveis em composição.

É um jogo que cumpre bem com a sua natureza de plataforma, oferece uma jogabilidade bem legal e interessante, apesar de esteticamente e musicalmente não ser tão memorável. De qualquer forma, sendo um jogo legal que é difícil mais por exigir técnica para vencê-lo do que um jogo difícil por ter controles zoados ou programação mal feita, merece o Selo Cucamonga de Qualidade.


3 comentários:

  1. KKKKKK se for consumir chá de fita que seja Betamax, imagine encarar uma VHS de má qualidade, kkkkkkkkkkk. Não entendo mesmo a "premissa" de jogos exóticos. Acho que o pessoal tenta de tudo, vai que dá certo algo? Por outro lado se a mecânica é boa e os controles funcionam legal entregando desafio honesto, vale a pena mesmo.

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  2. Esse jogo deve ser o prólogo de Super Smash, mostrando a Master Hand antes dela se tornar uma vilã. rs

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  3. Gostei, parece um jogo interessante pra quem curte puzzles com jogabilidade 3D. Quando eu tiver paciência com o N64, vou conferir! rs
    Muito bom o review.

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