terça-feira, 29 de março de 2016

Astal



Esse aparelho beatnik da Sega só nos traz alegria. Um joguinho de plataforma 2D extremamente chapado abusando do zoom e camadas de profundidade. O climão é daquelas porras new age de loja esotérica, no qual um mundo cristalino contendo joias poderosas construídas por uma deusa é atacado por um encosto da pior espécie que manda um emissário seu tocar o puteiro ao evocar monstros e aprisionar a guardiã das pedras. Então o bucha protetor, Astal, tem a missão de descer o sarrafo na monstrengada enquanto é ajudado a contra gosto por um pássaro que seria uma forma da tal guardiã, liberto bem no comecinho da partida. Não se preocupe, a jogatina explica toda a trama em cenas transcorridas num traço toscão. Lembram muito aquela primeira leva ocidental de quadrinhos tentando copiar o design dos mangás, o que é estranho, por ter sido feito por japoneses. Deixando a arte de lado o jogo é muito bonito.


Os controles são básicos: Pula, ataca e ainda evoca habilidades do pássaro sidekick. Os golpes de Astal consistem em arremessos. As vezes ele ergue árvores para tacar nos inimigos. Tem um outro de deixar pressionado o direcional cima somado ao ataque para ele soprar uma ventania gélida. Baixo + ataque para mandar um terremoto. Pra fechar pulo + golpe que lhe proporciona uma martelada com as mãos tipo o Bud Spencer. O pulo lhe confere saltar sobre inimigos paralisando-os ou te dão impulsos maiores no salto. Já o pássaro é evocado apertando A ou mudando seu especial no X. Ele recolhe frutas de HP, fornece dicas sem falar no seu poder mais destrutivo de transformarsse numa flecha energética. Os poderes dependem de uma barra de mana acumulativa por isso devem ser utilizados com bastante sabedoria.

Os níveis são bem coloridos e a concepção do universo é bastante psicodélica, seu andamento  reveza entre momentos de close maior ou com visão mais abrangente do mapa de acordo com a situação. Uma pena se limitarem a meras 6 fases com a adição da luta contra o diabão final. Fico imaginando como seria a jogatina caso seus desenvolvedores adotassem o formato de mundos. Soa preguiçoso os caras não se empenharem num projeto mais vasto, principalmente pela ênfase de seu universo e pertencer a um videogame 32 bits. Outro infortúnio é o controle pesadão de Astal, tá com dois toques no direcional ele corre, mesmo assim... Não se trata de limitação na hora de programar, mas a adoção dessa ideia torna o personagem ineficaz ao saltar plataformas íngremes ou muito escorregadias. Frustra bastante.


Astal é um daqueles clássicos de plataforma que se aproveita dos recursos extras que um hardware 32 bits poderia conferir-lhe. Estaria no hall de games como o primeiro Rayman por exemplo. Seu estilo soa indiretamente como sequência de Ristar: possui o mesmo clima doido, cores saturadas e uso predominante das mãos para interagir com o cenário. Tá mais que indicado. Se quiserem, tentem a versão japonesa que apresenta detalhes mínimos omitidos na  americana. Ah, não posso me esquecer! Ele é um dos mais enjoados de jogar no emulador SSF, é preciso buscar uma ISO que seja compatível com o programa. E na aba Program 3 marcar ou desmarcar o Cache SH2. Sempre que puder use uns 2 save states porque em certas ocasiões a jogatina pode travar e terá que ficar alternando a opção do Cache SH2. Com toda essa chateação, ele continua muito válido ou sobrando um cascalho, compre um Saturn destravado! Aprovado!


6 comentários:

  1. A movimentação é um pouco pesada mesmo. mas também com aquele cabelo denso té faz sentido kkkkkkk acho que foi pensado para ser um pouco pesado mesmo. O jogo é lindo eu gosto bastante, e tá na minha lista de jogatina faz tempo!
    O SSF é chatinho, mesmo depois de setar as coisas é preciso sair pelo "menu" se você sair fechando a janela as config não pegam.
    Essa comparação com Ristar é muito boa! É tipo um Ristar bombado sem dúvidas!

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    1. O SSF não tava rodando, mas bastou o Windows atualizar e pronto, voltou do inferno! Esse jogo é a cara do Ristar, só que o protagonista é mais bolado. Achei que esse peso extra era limitação de alguma transformação e com algum up grade novo ele fosse mudar seus atributos. Mas que nada! O joguinho soa bem beta pelo tamanho reduzido, se bobear poderia ser feito pro Mega Drive sem soar tão louca ideia.

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  2. caramba,

    joguei esse numa locadora na época do saturno!

    joguinho muito legal!

    Abç

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    1. Sim, era o tipo de coisa rara que uma locadora se gabaria de ter na hora de mostrar o acervo vasto. Sempre tinha uns joguinhos undergrounds ou importados do Japão pra impactar.

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  3. Esse vou ver se dou uma conferida depois, parece valer a pena.

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    1. A duração é bem curta, dá pra fechar em 1 hora.

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