domingo, 27 de março de 2016

Sin & Punishment



Também conhecido no misterioso oriente com Tsumi to Batsu: Hoshi no Keishousha (ou pelo nome protótipo menos conhecido Glass Soldier), é um joguinho de tiroteio shooter do N64, meio que naquela pegada de correr e meter azeitona, feito pelo estúdio renegado vindo da "escravista" Konami (sério, que empresa japonesa não é escravista?), a Treasure. Como esperado, depois de uma leva bonachona de jogos como Mischief Makers, Guardian Heroes e aí vai, decidiram fazer algo mais anime hipstar "serião" com distribuição de balas alucinada para manter a pose na terra do sol nascente. Mas relaxem, o jogo ainda é bom.


Dessa vez, acho que quiseram se inspirar em Evangellion, já que a bagaça foi um baque na animação nihoronguenha mundo afora ao lado de Cowboy Bebop durante toda a extensão dos anos 90. A história até parece algo vinda dos antigos animadores "meninões descolados Tony Hawk" liderados pelo tiozinho psicoloucando freudiano Hideaki Anno enquanto na Gainax. Enquanto tem menos blábláblá e mais metanfetamina descontrolada para cenas de ação exageradas, ao mesmo tempo é bem confuso e mal feito (como muito troço gainaxiano). Pelo o que se entende, resume-se a uma Terra escassa e em crise com um grupo de bestas mutantes tocando o terror na Nipônia (como sempre...), assim enviando um grupo pacificador que logo começa a escrotizar com a população. Um grupo de rebeldes aparece para tentar limpar toda a sujeira, entre eles o moleque efeminado protagonista com poderes adormecidos, sua namoradinha jaça e uma piveta sobrenatural que parecer o motivo de toda essa caganeira e ainda possui planos maquiavélicos para o planeta.


Ignorando a diarréia mental da história (já que se importaram em colocar uma), a jogabilidade é o total inverso. Para um jogo de tiro, é uma experiência bem frenética e bem responsiva. São três cenários que, como Star Fox, Panzer Dragoon e afins do gênero, o caminho é escriptado e automático, só mexendo mesmo a mira junto com o personagem para atirar nos inimigos e desviar da munição. Os controles podem ser um problema para se acostumar, já que o analógico é para a mira, os botões amarelos para mexer o personagem (mas também só vai mexer da esquerda para direita), os gatilhos servem para pular e o Z é para atirar ou para a espada quando há inimigos próximos ou quando vai ricochetear projéteis.


Em dois cenários se joga com o moleque, em certos momentos com a versão EVA dele, tipo contra uma chefe mutagenada em um mar de lava/sangue no meio de Tóquio, enquanto em um dos cenários se joga com a namoradinha, menção de uma parte em que está em um pedaço de ponte de comando flutuando telepaticamente rodando pelo ar enquanto mete bala. A música é tipo um rock meio eletrônico bem genérico de ação que se pode ouvir em qualquer jogo de shooter por aí. As animações tentam puxar o máximo do console já no final de sua vida, com gráficos lembrando um jogo mediano de Purê Istêixion. Junto a isso, apesar de ser um jogo que ficou limitado ao Japão (talvez pela natureza do jogo e também por não valer a pena localizar no final da vida, com exceção de Majora's ou Paper Mario), as cutscenes são todas dubladas em inglês e seguidas pela legenda em japonês.


Apesar da historieta bostalhenta, da música e dos comandos separados (que dá para se acostumar), todo o resto relativo a jogabilidade, som e gráficos são bem feitos e dá até para se divertir legal no caso de quem curte shooters. Vale a pena dar uma bizoiada e tirar conclusões por si só.

9 comentários:

  1. A História é uma merda por copiar evangelion, ou é uma merda por que é mal desenvolvida ??

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    1. Uma dramaticidade mal aplicada tanto por seguir as ideias de Evangelion quanto por sua própria variação.

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  2. Uau! Gostei do padrão de cores do game, só conheço de nome embora o lance da jogabilidade não me agradar muito, mesmo assim vou dar uma olhada.
    Ir de um Mischief Makers e cair neste tema mais pesado foi uma mudança e tanto.
    Usar o analógico para mira, caramba...é nessas horas que eu penso em um bom mouse kkkkkkk vou tentar jogar mesmo sabendo que tenho problemas com esta estrutura de jogo.

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    1. Um dos melhores do N64, teve sorte em ser revivido nos tempos do Wii. Quanto a shooters 3D frenéticos, dê uma chance para estes fugindo do habitual.

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  3. Provavelmente foi um dos unicos jogos que valorizaram esse estilo de joystick meio pistola do n64. Vou buscar mais detalhes e jogar esse. Ficou muito bem explorado em questões de gameplay o review.
    Obrigado por trazer títulos "secretos" como esse.

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  4. O Design me lembrou um pouco o estilo da Square Enix (soft), com Chrono Cross e Kingdom Hearts.

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    1. Sim, e olha que a arte da Treasure é bem estilizada. Mudaram da água pro vinho.

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