terça-feira, 5 de abril de 2016

Girl's Garden



Finalmente estreando  a seção deste aparelho fracassado da Sega. O SG-1000 era  um Coleco mais fodinha portando coisas robustas do Atari,  alguns ports razoáveis de arcades e dos primeiros computadores domésticos da Nipônia, mas nada alarmante. Foi ser besta de sair no mesmo dia que o NES, este bem mais parrudo em hardware além de deter joguinhos mais convidativos. Dessa lista, destaco algumas tralhas pertinentes citando Zaxxon, Doki Doki Penguin Land, H.E.R.O., The Castle, a conversão de Champion Boxing do Yu Suzuki e o tal joguete estúpido além de purpurinado desta resenha burocrática.


É a estréia de Yuji Naka nos jogos eletrônicos, futuro pica grossa da Sonic Team. Naka tinha largado a faculdade para trabalhar que nem peão de obra e voltou a se interessar por  programação quando soube que a Sega estava recrutando novos capangas. O cara presta entrevista, programa esta tralha pro condenado aparelho e surpreende a corja corporativa. De tantas temáticas relevantes chega a ser insólita esta escolha pra lá de duvidosa, mas nada tenho contra quem curte colher flores e ser potencialmente morto por ursos pedófilos.


O plot e jogatina fará desaparecer suas dúvidas ocidentais, nobre gafanhoto... Você é uma das queridinhas de um casanova dividido entre duas piriguetes. Na tentativa de impressioná-lo você  precisa coletar as melhores flores. Dentro de meia dúzia de fases, luta-se contra o tempo fazendo a coleta de 10 flores por nível, fugindo de abelhas e ursos psicóticos. Dando potes de mel pros ursos, eles ficarão parados por um tempo, mas continuarão um perigo em potencial. Logo ficarão na sua cola enquanto tenta contornar caminhos pedregosos repletos de rios.  Quando completa um nível, a casa do calango se enche de flores tocando a marcha nupcial, nem criam músicas novas! Quando tira um bom desempenho é possível cumprir um bônus de saltar ursos contribuindo numa melhor pontuação.

Eu não recomendo a busca deste jogo mesmo sendo feito pelo Naka. Quem não curte peças de museu dos tempos do Atari até o Nintendinho, pode ter certeza que irá odiar do fundo da alma este aqui. Nem o desafio chega a ser alto, não compensa, por sinal a temática foge de ideias  melhores.


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