sábado, 14 de maio de 2016

Wizards, 1977, Ralph Bakshi



Animação setentista feita pelo lelé da cuca Ralph Bakshi, famoso por suas animações controversas e pelo uso de rotoscopia barata em quase todos os seus filmes (se não for todos).


A história é praticamente uma fantasia medieval de alta tecnologia, aonde a Terra foi destruída em uma guerra nuclear e foram precisos milhões de anos para a nuvem radioativa se dissipar, resultando em um mundo bizarro cheio de criaturas míticas e mutantes grotescos. Uma fada rainha dá a luz a dois feiticeiros, o Avatar que é o mago do bem e Blackwolf que é um mago do mal de pele cinza, braços ossudos e que adora ferrar com a vida de todos.


Após uma luta para decidir quem tomaria conta do mundo, Avatar derrota seu irmão sequelado, esse prometendo voltar para criar um mundo de mutantes. Enquanto o Avatar se tornou um velho preguiçoso que sempre dando um tapa na pantera, seu irmão montou um império nazista tecnológico na parte mais poluída do planeta, aonde os mutantes vivem como bem entendem. Mandando seu capanga vermelho cibernético para matar o “Presidente” da parte boazinha do planeta, Avatar, a fada peituda filha do presidente assassinado e um elfo marrento conseguem capturar o robô e o fazem guiá-los até o reino de Blackwolf.



Enquanto isso, o mandingueiro desenterra um projetor e um rolo de filme com vídeos da Alemanha Nazista para instigar motivação em seus soldados e ainda assustar os demais exércitos com as imagens. Com toda uma viagem pelas florestas, planícies gélidas e chegando perto do mar, aonde se unem a uma força rebelde (nesse momento do filme com o robô morrendo e a fada hipnotizada), Avatar e seu grupo invadem o reino para atacar as forças de Blackwolf. Quando o confronto entre os dois irmãos está para ocorrer, Avatar saca uma pistola e mata Blackwolf sem meias palavras em um final anticlimático, com o reino todo desabando e a galera fugindo a tempo. Para concluir, Avatar despacha logo o elfo para se tornar o novo rei enquanto ele e a fada piranha decidem criar o próprio reino em algum lugar.



Para quem é um caxias de mentalidade muito “certinha” e sensível ao famoso e batido “choque de valores”, esse não é um filme aconselhável, mesmo sendo uma animação. Bakshi nem faz simbolismo, já joga na cara que o reino do Avatar são os Aliados e o reino de Blackwolf é o Eixo, ainda mais quando esse adota a suástica, diz que os mutantes são a raça mestre e utiliza imagens de Hitler como arma para vencer a guerra. O filme todo é ambientado em traços e cores totalmente bizarras, caos total, tanto para mostrar um planeta Terra totalmente detonado quanto pela baixa verba do filme, sem falar que todas as batalhas entre os exércitos abusaram da rotoscopia vindas de filmes pré-históricos como El Cid, Alexander Nevsky, entre outros “épicos” em branco e preto.


Se você procura por algo totalmente diferente e fumado que não segue as “regras de decência” da sociedade, tai essa animação para animar (ba dum tss) sua alma rebelde.

2 comentários:

  1. Pô, tem um traço interessante e a ideia (mundo pós-apocalíptico nazista) também pode ser interessante, resta ver se a animação cumpre o papel.

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