segunda-feira, 15 de agosto de 2016

AM2R (Another Metroid 2 Remake): Return of Samus



A série Metroid talvez seja a melhor coisa lançada pela Nintendo na sua reta final. Por mais apelativa que fosse pro público, ela ficava mais como um coringa. É uma das poucas franquias mais sérias do bastião frufru da empresa que escapou da geladeira glacial como Battle Clash e F-Zero. Até a concepção da série destoa desse compromisso carola que a Nintendo passou a adotar severamente com o tempo. 

A franquia é uma cruza da série Alien e Space Adventure Cobra. Na parte contendo alienígenas escatológicos, ambientes sombrios e uma mulher de fibra temos a série Alien, até endosso isso com a ideia de escapar de uma base antes que exploda usando uma nave menor. Já Space Adventure Cobra, a Samus se baseia totalmente na personagem Jane que era uma pinup espacial também decalcada dos gibis europeus e o braço canhão além do ofício de mercenário espacial vir do próprio Cobra


Hoje é verdade que Metroid tomou uma rasteira foda pra se encaixar no gosto demagogo da atualidade, tipo flertar com Halo, criarem monstros menos intimidadores, ambientes claros e porem um colante inteiriço na moça devido aos adeptos do islamismo e castração química, algo que não consegue refrear a ideia primordial totalmente. Enfim, um dos poucos títulos da Nintendo mais calcado na ação, aparentemente tinha ido pro saco quando ela comprou um jogo eletrônico quase pronto e fez um mod dizendo que era Metroid. Era o fim! Jamais essa vagaranha iria lançar algo brilhante com a série! Seria o tal fundo do poço, nobre e decadente leitor..? Vai vendo!

Depois de uns 3 anos a versão final do remake de Metroid II é finalmente lançada no blog oficial do projeto, coincidentemente no aniversário de 30 anos da franquia. O original de Game Boy tínhamos analisado faz tempo. Essa sequência talvez tenha sido ignorada pelas limitações do Game Boy, embora seja um dos melhores pra ele e também porque a maioria só imagina o portátil como hospedeiro da franquia Pokémon. O remake ficou numa excelente qualidade abrigando uma série de implementações sem que fugisse da premissa principal que era tornar mais apresentável este "episódio perdido".


Milton Guasti sob o pseudônimo de Doctor M64 ao zerar Metroid II pensava em como seria o jogo com os gráficos e atmosfera sombria do Super Metroid. Resolveu então reconstruir o título no GameMaker combinando sprites e cenários dos games de GBA Metroid Zero Mission e Metroid Fusion, ainda que tivesse que fazer sprites e itens exclusivos do jogo. Guasti pediu aos fãs que fizessem artes conceituais, corrigiu a resolução espremida do Game Boy Tijolex, acrescentou armas, up grades, paisagens obscuras, subchefes e mapas extras. 


O resultado ficou muito bem feito como num momento em que Samus controla remotamente um robô ou quando a morph ball entra dentro de uma escavadeira. O idealizador do projeto foi bem perspicaz em acrescentar notas informativas sobre a trama obtidas ao entrar em determinadas áreas e armazenadas no menu, sem que isso fosse cuspido no meio da partida e removesse a dinâmica frenética. O jogo possui alguns bugs mínimos que serão corrigidos segundo o próprio M64 nas futuras atualizações. As músicas continuam minimalistas criando uma boa ambientação de terror.


Como não podia deixar de acontecer, a Nintendo ao invés de arrastar pra debaixo da asa o sujeito pela façanha, simplesmente deixa a DMCA deletar o link de download na página no dia seguinte. Precisou um fã fazer um jogo inteiro pra ela, porque a Nintendo não faz mais esse tipo de game. Também é um dos poucos fan games completos, tipo o do Streets of Rage, Galious e Golden Axe. Pelo menos teve bons elogios da crítica especializada, porra, iam falar mal do quê? Jogo sombrio pra caraco, bem incrementado e até mais divertido que o Zero Mission, pelo menos foi o que eu achei. Curtem tanto lixo, principalmente uns remasters medíocres que precisam venerar este daqui.


Agora temos todos os jogos sidescroller de Metroid numa mesma familiaridade gráfica. O jogo é bem viciante e extenso. O desafio talvez seja idêntico ao do Super ou um pouco menos "mãe Diná". Pouquíssimas vezes fiquei travado no jogo, me vali de gameplay, somente nuns puzzles de velocidade pra completar a porcentagem quase total da minha data. Vão lá buscar! O jogo deve estar dispersado por toda a internet e é bem leve! 

4 comentários:

  1. Eu já tinha visto isso (antes de estar completo) e acho meio triste que a Nintendo tente derrubar. Nunca parei para jogar Metroid, mas talvez agora seja uma boa hora para começar.

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    1. Então vai do Zero Mission (GBA), AM2R (PC), Super (SNES) e o Fusion (GBA).

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  2. Tem muito do desenho de Space Adventure Cobra, não conhecia e dei uma olhada no traço das imagens da Jane e lembra muito a Samus. Esse pega pega de empresa vs fan made é eterno Doc, quem faz sabe que pode sofrer com isso mas no geral eu acho que o sucesso de projetos assim está mais no produto final, o reconhecimento positivo dos fãs e a satisfação pessoal com tudo isso.

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    1. Eu gosto de trazer essas referências mais despercebidas pela maioria, é um bom complemento pro que tem já escrito na internet. Quanto a fã vs. empresa, eu concordo contigo, tanto que o M64 não levou a mal essa atitude protocolar e a DMCA não pôs o pé no acelerador em querer deletar a página. Isso traria uma visão ruim pra Nintendo que deve ter se impressionado com o feito.

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