sábado, 29 de julho de 2017

Gungrave



Jogo exclusivo do PS2 feito pela Red Entertainment, aquela dos tais Sakura Wars e até da parceria com a Hudson Soft do Lords of Thunder no PC Engine aqui revisado. É um arcade onde controla um pistoleiro zumbi que quer acabar com a organização criminosa em que trabalhava e detonar o seu antigo parceiro amigo da onça que tomou conta da bagaça toda. A divulgação americana foi pela própria Sega.


O jogo é dividido em 6 fases bem lineares. O personagem principal chamado Grave atravessa essas fases sentando o ferro nos inimigos metendo bala neles ou, se estiverem perto demais, usando sua bazuca caixão para derrubar os capangas. Com o passar das fases, ele vai ganhando especiais, 4 ao todo, que consiste em tiros com seus revolveres ou a bazuca que atingem boa parte do campo, se não for toda, mas o uso é numerado de acordo com o número de inimigos que vai derrubando com combos. Ele também tem uma barra azul de escudo além da típica barra vermelha de energia que o protege de danos até certo ponto. Sem o escudo, ele começa a tomar dano facilmente.


O boneco é pesadão, sabe-se lá para representar que ele tá levando carga demais e por ser um morto vivo ou simplesmente a programação que não ajudou. O seu andar é travado por causa disso e virar não é tão fluído, só se usar o gatilho em que ele dá um giro de 180º repentino lado com o fim de atirar em outras direções, sem falar que um dos botões permite que ele corra, mas sem poder atirar. Também está incluído o gatilho de mira automática, um de slow motion e o botão select para realizar poses estilosas porque sim.


O jogo não é difícil ao atravessar as fases, mas pode ser complicado em alguns chefes ao começar pelo segundo. Apesar que a dificuldade em si vem mais dos controles empedrados, porém ainda controláveis.


O jogo é feito todo com cel-shade, principalmente nas cinemáticas. Como o jogo é de 2002, até mesmo antes do Wind Waker e jogos da Level-5, até que fizeram milagre com os cenários, porém podiam fazer mais coisas expressivas. Entre as fases tem como conversar com personagens ou mexer nas opções. A história é bem sucinta e bem bizarra, em que o tal pistoleiro foi revivido pelo arrependido cientista chefe da organização criminosa Millenium porque o amigo da onça do defunto foi quem matou ele e tomou a posição do antigo chefe, fazendo um pacto com alienígenas bisonhos para criar e vender uma super droga pelo mundo, além de usar a mesma para criar um exército de zumbis e transformar seus próprios comandantes em mutantes sequelados. Tudo isso enquanto protege a filhota do ex-chefão.

A historieta e o estilão dos personagens vem tudo do autor Yasuhiro Nightrow do desenho Trigun, por isso a temática de "velho oeste" distópico com inimigos bizarros e um pistoleiro carregando uma bazuca caixão referenciando o filme Django e até mesmo o pastor Wolfwood do mangá do próprio autor. E ainda querendo seguir na moda noventista dos animes de jazz, algumas trilhas do jogo são nessa pegada e até que são decentes, apesar que apagadas por não serem totalmente expressivas, não serem a maioria do caso na própria trilha e pelo som alto dos barulhos de tiros e efeitos do jogo se sobreporem sobre a música.

Um desenho promocional do jogo foi lançado em 2003 tentando dar mais profundidade a trama e mais simpatia pelos personagens, mas é um porre, nem se importem de assistir. Em 2004 lançaram uma sequência pro jogo chamada Gungrave: Overdose, mas isso fica pra outro dia. Enfim, o jogo é bem mediano, devido ao controle empedrado, música apagada e até falta de só um pouco mais de ousadia nos cenários com cel-shade, para capturar melhor o estilo bizarro do autor contratado, acaba desvalorizando bastante o jogo no geral.

8 comentários:

  1. joguei o overdose.

    a animação é muito boa.

    abc!

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  2. Esse jogo é direto ao ponto, pode incomodar alguns depois de um certo tempo pela linearidade. No tocante é um bom jogo pro PS2 e segue esse climão do Trigun, talvez um pouco mais dark.

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  3. Não lembro deste jogo. Acho que passou batido na minha fase de jogatinas mais intensas do PS2. Eu até gosto de jogos lineares como você cita, mas para que isso funcione, toda tela precisa de ação, e não pode ter repetição de mecânicas de ataque dos inimigos. Do contrário, fica muito monótono. Se o jogo for linear, é preciso surpreender em algo!

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    1. É pra você superar toda a frustração e ser "o tufão humanoide", ou "o estouro da boiada"!

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  4. ''O jogo é feito todo com cel-shade, principalmente nas cinemáticas. Como o jogo é de 2002, até mesmo antes do Wind Waker e jogos da Level-5''

    Esqueceu da cyberconnect2

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    1. Sega e Outras. Além dos .Hacks e Narutos a Cyberconnect2 tem algum jogo relevante pra avaliar na tua opinião?

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  5. Hmmm... melhor fugir do jogo e do anime então, anime porre e jogo travadão não são coisas pra mim não, sou chato demais pra isso! hahaha!
    Mas até que o jogo é bonito pra algo feito em 2002, isso eu tenho que concordar.
    Muito bom!

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