segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Street Fighter 2010: The Final Fight



Análise do Street Fighter 2010: The Final Fight (subtítulo só existente na versão americana), o jogo do NES feito pela Capcom em 1990, que só ficou "conhecido" geralmente (na roda gamera saudosista geral) porque o AVGN fez um vídeo sobre ele e pequenos grupos de gameras na internet decidiram homenageá-lo com a chegada do ano 2010. Foi promovido como um spin-off da franquia na época, mas pela cara não para tirar grana em proveito do nome (já que tinha apenas o jogo de luta de arcade naquela época, mesmo sendo bem famoso), mas para fazer parte de uma franquia multi-temática e diversificada como era para acontecer com o Final Fight (antes chamado Street Fighter '89 quando perceberam que fora a temática de rua, acabou sendo recebido como um jogo totalmente diferente pelo público quando a demo foi lançada). Esse ainda acabou sendo chamado de Street Fighter, mas dado que o jogo dificilmente foi lembrado até hoje, parece que a Capcom não deu muito gás para promovê-lo, servindo apenas para "esquentar" o nome da franquia entre os moleques remelentos da época até chegar o Street Fighter II seis meses depois.


A enrolação da história difere nas localizações ocidente-oriente (como a grande maioria dos jogos na década de 80), em que a versão americana coloca o Ken Masters do jogo de luta como um cientista cibernético que precisa encontrar um criminoso espalhando uma energia mutante criada por ele mesmo e seu colega amigo da onça supostamente morto. A versão japonesa é simplesmente um policial espacial que precisa encontrar uns terroristas mutantes liderados por um tal Dr. José, esse que ainda criou o tal policial como espião, mas que o tiro acabou saindo pela culatra.


Você contra um tipo de Robocop, possivelmente um protótipo em design do Capitão Commando, que vai lançando bolas de energia em curta distância e que pode escalar paredes, similar ao Megaman, Ninja Gaiden e até Strider. O jogo é dividido em cinco áreas que variam entre 3-5 segmentos cada uma. Antes das fases começarem de fato, é necessário matar um monstro específico dentro de uma pequena arena e acumular energia para abrir um portal, esse que não pode demorar para entrar. Com isso, você avança durante segmento normais de fase ou cai em uma dimensão cheia de cores psicodélicas para matar os bichos e abrir outro portal até poder chegar no chefe.


O que faz esse jogo ser considerado difícil nem é pela plataforma, já que o jogo em si não exige tantos malabarismos em abismos, mas pelos controles travados e uma quantidade grande de inimigos que podem vir voando em todas as direções em algum seguimento. Fora isso, esse jogo permite escalar paredes, pular alto, dar mortal, chute cortante, etc. O chute cortante se pega com upgrade, mas não acaba sendo muito útil, valendo mais os upgrades para estender o tiro. O boneco pode usar umas habilidades segurando o B e usando o direcional.



As fases são cenários de laboratórios futuristas ou cenários alienígenas fumados que lembram o Abadox aqui revisado ou as partes mais chapadas do jogos Contra. Os gráficos são bem feitos, dificil não serem em 1990, praticamente o final do ciclo do Nintendinho, mas a temática facilmente se repete a cidade, laboratório, floresta alienígena e caverna, fora as dimensõezinhas psicodélicas. Sendo pela Capcom, a música lembra as trilhas dos Megaman por serem animadonas. Mas da mesma forma que, sinceramente, Megaman clássicos tendo poucas trilhas realmente boas (e contando as que ficaram como meme tipo a do Airman) dentro de todos os seus 6 jogos do Nintendinho, e ainda sendo 8-bits, as músicas desse Street Fighter tem um ritmo legal, mas não são tão memoráveis.



Aqui está um álbum da trilha remixada do jogo, lançado em 2010 dado tal homenagem mambembe. São apenas 5 trilhas de 22 músicas no total que acharam valer a pena refazer. Fizeram um bom serviço, mas em opinião pessoal, não difere muito de uma trilha futurista parruda padrão em jogos de empresa ou indie.

Sobre o jogo, ele tinha potencial para ser destaque devido sua mecânica e apresentação, os problemas sendo apenas os controles duros, o padrão repetitivo de ficar matando alvos e subchefes para destravar portais para segmentos diferentes em direção aos chefes e até certo ponto as temáticas limitadas de cenários que podiam ter mais diversidade dado o design mais bio-cibernético (ou que pombas isso signifique). De qualquer modo, é um jogo mediano, porém expressivo, ele ainda rende bem para explorar e tirar suas próprias conclusões.

11 comentários:

  1. Aluguei esse jogo bem na época da neura do Street 2. Achei ele bem razoável, mas como você citou os controles são muito travados e nesse estilo tínhamos coisas bem melhores para o Nintendinho.

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    1. O engraçado é se alguém alugou ele pensando em ser algum tipo de jogo de luta por causa do nome. ^_^

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    2. Valeu pelo relato bacana! É verdade que ele é um jogo razoável, com até certo potencial, mas no geral havia jogos bem mais interessantes no Nintendinho. E também a Capcom não mostrou muito afinco para promovê-lo e melhorá-lo.

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  2. Caramba eu também lembrei de Abadox, depois por uma puta coincidência você confirma no texto! Eu não joguei este game mas acho que o padrão de cores me lembrou do game, sei lá. Sem ouço falar do tal Stret 2010! Nunca joguei. Uma vez tentei um gameplay bem rapidão e de fato achei os controles travados, mas como não insisti, pensei que fosse uma impressão errada minha, pois não segui na jogatina.
    Parece ser um bom jogo, mesmo com as limitações que você destaca Senhor M. Falou!

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    1. A escolha de cores e o design surreal futurista é bem legal mesmo. Rendia até mais fases temáticas, mesmo que fossem baseadas nos elementos chaves de todo jogo. A mecânica do boneco dá a ideia que ele poderia ser bem versátil para driblar e matar inimigos, mas o controle em si acaba pecando por isso.
      Valeu pelo comentário!

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  3. Pensei que era jogo de luta, mas achei bem legal.

    excelente post!

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  4. So de falar controle travado imagino meus dedos doendo apertando botão com força.

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    1. Travado mas nada aterrador quando comparado a outros mais cimentados na mobilidade e resposta.

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  5. Eu conheço esse jogo antes de assistir AVGN, mas acho que quem me falou deve ter visto o vídeo. Teria sido eu atingido indiretamente pelo vídeo dele? huuhahuahua
    Mas triste saber que esse jogo é difícil pelo motivo errado, sempre imaginei algo mais criativo e desafiador. Pelo visto me enganaram!
    Vou riscar ele da minha lista de "para conhecer"... rs

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    1. Eu incluiria o jogo na lista sim, Caduco. Tem suas limitações e tosquices? Tem, mas pro acervo do NES ele presta.

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